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quarta-feira, 27 de abril de 2011

A avicultura e a silvicultura

A avicultura e a silvicultura andam juntas, devido ao alto consumo de madeira que a avicultura proporciona. Com isso, o plantio de eucaliptos é difundido e cultivado dentro do agronegócio brasileiro. Normalmente as agroindústrias incentivam os produtores a plantar eucaliptos em suas propriedades para o consumo próprio.

Consumo de madeira no ciclo produtivo

Pretendo mostrar os principais pontos de consumo de madeira dentro da avicultura, que são:

• Nas construções – Embora a tendência seja fazer construções de concreto armado, mesmo assim em algumas regiões usa-se madeira, para se construir aviário e outras instalações suplementares como casas e galpões auxiliares. Para os aviários, normalmente, usa-se madeira somente na parte superior da construção.

• Na cama dos frangos e matrizes – O uso de maravalha ou cepilho de madeira, bem como o pó de serra é muito usado para frangos de corte e, principalmente, para matrizes, nas camas e nos ninhos de postura.

• Nas secagens de milho e soja – Todas as agroindústrias têm um sistema de recebimento de grãos e para isso usam lenha para as caldeiras. A secagem destes grãos se dá também nos armazéns de recebimento que depois revendem para as avícolas. Nas fábricas de rações também se usa lenha para as caldeiras de desativadoras de soja e peletizadoras de ração.

• No aquecimento dos lotes – A lenha atualmente tem o melhor custo benefício para os produtores fazerem o aquecimento de suas granjas nos recebimentos dos pintainhos, para elevar a temperatura a níveis desejados. Usa-se em centrais de aquecimento automatizadas para tornar o ambiente propício à necessidade de calor para as aves.

• Nas caldeiras frigoríficas e subprodutos – Para aquecimento de água e formação de vapor para os abatedouros e fábricas de subprodutos de origem avícola. Atualmente usa-se alternativas como o bagaço de cana, que tem bom resultado calorífico e é de baixo custo.

Tabela de consumo de madeira/ave alojada

Isto significa que a cada 1.000 aves alojadas temos um consumo médio de 4,03 m³ de madeira dentro de todo o segmento.

Fazendo uma analogia de consumo, temos os seguintes dados:

• O Brasil produz em torno de 500.000.000 de aves/mês;

• O Brasil consome por mês na avicultura dentro de todo o segmento produtivo em média 2.015.000 m³ de madeira;

• Consumo anual de 24.180.000 m³ de madeira;

• Cada alqueire de terra produz em média 850 m³ de lenha de eucaliptos;

• Precisamos plantar e cortar 28.447 alqueires de área de eucaliptos por ano;
• Sabemos que o eucalipto necessita de 7 anos para corte;

• Então temos que ter 199.129 alqueires de eucaliptos plantados no Brasil somente para atender a demanda da avicultura.

O eucalipto

São várias as razões e vantagens que o eucalipto tem para ser a madeira mais consumida na avicultura:

• Não é uma árvore nativa;

• Tem crescimento rápido;

• Tem bom poder calorífico;

• Adapta-se bem em diversos solos;

• Produz bom volume de madeira por alqueire;

• De fácil manuseio;

• Bom para construção;

• Bom para queima;

• De secagem rápida;

• Tem tecnologia de produção de mudas.

Quando levantamos estas informações, nos surpreendemos do quanto a avicultura necessita da silvicultura, embora nos últimos tempos tenha uma tendência para o uso do concreto nas construções, mas assim mesmo sempre será necessária a madeira na avicultura como vimos.

Por Valmor Ceratto, técnico em agropecuária, bacharel em administração, pós graduado em avicultura e pós MBA em planejamento estratégico. Atual gerente geral de produção do Grupo Alvorada - Itapetininga (SP).


Fonte: Publicação Exclusiva: Avicultura Industrial - www.aviculturaindustrial.com.br

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Eucaliptos: as mais altas e mais produtivas árvores do planeta...


Mini-artigo Técnico por Celso Foelkel

Nós todos conhecemos a capacidade das árvores dos eucaliptos de crescer bem. Afinal, elas são árvores recordistas em produtividade florestal, quando em plantações. Por sorte, e também por competência técnica nossa, elas escolheram terras brasileiras para se desenvolverem rapida e eficientemente. Aqui, encontraram ecossistemas e condições favoráveis ao seu desenvolvimento: solos, clima, tecnologias, pesquisas e desenvovimento e muita gente entusiasmada por elas. Tudo isso ajudou a que sejam capazes de mostrar crescimentos médios de 40 a 50 m³/ha.ano, com colheitas em 6 a 8 anos. Há ainda muitas florestas comerciais, dentre as que estão em nível mais avançado de melhoramento genético e de manejo silvicultural, que mostram incrementos anuais próximos a 60 m³/ha.ano.

O que poucos sabem, é que também árvores de eucaliptos são relatadas como entre as mais altas do planeta. Quando falamos em árvores altas e gigantescas, temos a lembrança imediata das sequóias (Sequoia sempervirens) da Califórnia americana ou dos Douglas-firs (Pseudotsuga menziesii) do estado norte-americano do Oregon. Isso porque elas conseguiram sobreviver até hoje em parques naturais e estão protegidas da voracidade do homem pelas suas madeiras. Entretanto, apesar das mais altas árvores de Eucalyptus já não estarem mais vivas, ainda hoje existem verdadeiros gigantes na Austrália (especialmente na Tasmânia). Muitas estão ameaçadas já pela avançada idade, ou pela derrubada para fins econômicos, entre os quais a agricultura e a exportação de cavacos de madeira. Felizmente, o governo australiano está acabando com isso, e protegendo-as mais. Os casos mais conhecidos onde ocorrem árvores gigantescas de Eucalyptus, como as de E.regnans, E.globulus, E.obliqua, E.viminalis eE.delegatensis, são as regiões do Styx Valley, Florentine Valley e Arve Valley, todas na Tasmânia. Ali, até hoje, se encontram árvores saudáveis com cerca de 300 anos de idade, com alturas de mais de 80 metros. Entretanto, existem relatos, fotos e medições de algumas árvores de eucaliptos, já mortas, com mais de 130 metros de altura. Duas delas, ambas de Eucalyptus regnans, são particularmente famosas, por serem as maiores de todas as árvores já medidas pelo homem. Uma é a famosa "Ferguson tree", que morreu há dezenas de anos devido a um incêndio florestal. Ela tinha cerca de 150 metros de altura e 5,5 metros de diâmetro. Algo definitivamente inacreditável. Outro exemplo, é a conhecida "Robinson tree", com 143 metros de altura. Árvores tão gigantescas como essas já não se encontram mais, mas muitos gigantinhos de 80 a 100 metros ainda podem ser encontrados pelo continente australiano. Para saber e conhecer mais sobre essas árvores, ver algumas fotos incríveis, e ler alguns artigos interessantes, entrem e naveguem nos websites que se seguem. Sugiro que visitem todos, pois cada um reserva uma boa surpresa, especialmente as fotos.

http://engraved-on-his-hands.home.att.net/Stromata/Lganimal/Plants/Eucalyptus_regnans/OlderPhotos.htm

http://members.optusnet.com.au/mruhsam

http://www.wilderness.org.au/campaigns/forests/tasmania/styx

http://www.csir.co.za/plsql/ptl0002/PTL0002_PGE100_LOOSE_CONTENT?
LOOSE_PAGE_NO=7010803#Tallest%20Tree%20Ever

http://weblog.greenpeace.org/tasmania/styx_background.html

http://www.forestrytas.com.au/forestrytas/pdf_files/tall_trees_survey_report.pdf