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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Senado pode votar Código Florestal em 45 dias, diz Kátia Abreu

A presidenta da Confederação Nacional da Agricultura(CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO), afirmou hoje (2) que o Senado tem condições de votar o Código Florestal dentro de 45 dias, antes do recesso do Legislativo. Ela criticou o prazo estimado pelo governo de estender por 180 dias a discussão na Casa Legislativa.

“Eu acho lamentável 180 dias, não tem necessidade disso. Mesmo porque o Senado começou a debater o assunto antes da matéria chegar. A grande maioria dos senadores está ciente do que está acontecendo. Nós gostaríamos muito de votar antes do recesso [de julho], se o Senado compreender nossa situação, nossa angústia e o desespero no campo. Eu já vi votarem coisas em três dias no Congresso Nacional de muito menos interesse do que isso.”

Kátia Abreu defendeu que a tramitação do Código Florestal termine na Comissão de Agricultura e não na de Meio Ambiente, conforme quer o governo. Ela alegou que já existe acordo nesse sentido. “O presidente do Senado é José Sarney. Ele é do PMDB e escolheu como a última comissão, onde está a relatoria de seu partido.”

A senadora foi homenageada hoje durante entrega do prêmio Destaques A Lavoura 2010, na sede da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), no Rio.

Fonte: Jornal do Brasil

Código Florestal: Avanço ou retrocesso?

Estudo divulgado pela Universidade de São Paulo (USP) indica que caso o texto do novo Código Florestal, seja aprovado no Senado e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, as mudanças nas regras de preservação de mata nativa vão permitir que cerca de 22 milhões de hectares sejam derrubados dentro da lei. “Se aprovado o novo Código Florestal permitirá o desmatamento da mata nativa em área equivalente ao Estado do Paraná”, revela o estudo. Os cálculos foram feitos pelo professor Gerd Sparovek, do Departamento de Solos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, com base no texto do relator Aldo Rebelo (PC do B-SP) e na emenda 164, aprovados na Câmara no final de maio. A conta leva em consideração a dispensa de recuperação da reserva legal, que é a área, dentro das propriedades rurais, que deve ser mantida com vegetação nativa e varia de 20% a 80% das terras.

Retrocesso

Para a engenheira agrônoma, Ana Lúcia Hanisch, extencionista e pesquisadora da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a aprovação do novo Código, do ponto de vista científico, é um grande retrocesso. “Não existe base científica nenhuma, é um desrespeito ao futuro do País e aos compromissos internacionais que assumimos.” Segundo ela, a aprovação na Câmara dos Deputados foi um jogo de poder entre a bancada governista e a oposição. “Esperávamos um pouco mais de bom senso para com o meio ambiente”. Ana Lúcia comenta que muitos parlamentares levaram em conta os problemas agropecuários de seus Estados. “Porém, a forma como foi criado fez com que os pequenos proprietários, contribuíssem, de certa forma, para beneficiar os grandes produtores e pessoas que não dependem da agricultura”, explica. Ela concorda que a agricultura familiar deveria se tratada de maneira diferenciada. “Mas isso não aconteceu. O novo Código vai comprometer de forma grave o ecossistema, isso trará sérias consequências, como excesso de chuvas, ou seca, problemas com polinização, controle de pragas, erosão do solo e perda na produtividade”, alerta.

Veto

Ana Lúcia considera que se for aprovado e sancionado, o novo Código Florestal fará um desserviço para a sociedade. “É uma lei ambiental que não se preocupa com o meio ambiente, só com a agricultura, é mais uma lei agrícola do que ambiental”, destaca. Para ela, o código de 1964, já é bastante atual e é considerado de vanguarda. “O que precisamos é incorporar a recuperação das áreas que estão afetadas”, destaca.
A pesquisadora acredita que devido aos compromissos internacionais com preservação ambiental assumidos pelo Brasil e também por questões de bom senso, a presidente irá vetar o novo Código. “O caminho agora é esclarecer a população com apoio das organizações e da agricultura familiar e mostrar que existem maneiras de produzir adequadamente, aproveitando de forma equilibrada a reserva legal dentro da propriedade.”
O engenheiro agrônomo Gilson José Pedrassani, destaca que é importante entender que o texto aprovado pode sofrer e provavelmente sofrerá, alterações no Senado. “Ou seja, para se transformar em lei deve ser aprovado no Senado e depois vai para sanção presidencial. Somente depois dessa tramitação é que entrará em vigência”, diz. Para Pedrassani, seria importante e um avanço para o setor agrosilvopastoril se a proposta das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) consolidadas fosse mantida e estendida aos Estados o poder de decisão sobre elas. “Importante lembrar também, que o prazo para averbação das áreas de reserva legal a margem dos registros imobiliários não foi prorrogado, permanecendo a data limite de 11 de junho. Após essa data, os proprietários ficam sujeitos a autuações, inclusive com multa diária”, alerta.

Fonte: Correio do Norte Online

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Código Florestal fica para terça-feira, dia 24

Na próxima terça-feira, dia 24, em sessão marcada para 9 horas, será votado, enfim, o Substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao Projeto de Lei nº 1876/99, com mudanças no Código Florestal Brasileiro. Na sessão, será votada uma Emenda de Plenário, de nº 164, apresentada pelo deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) e subscrita pelo vice-líder do partido, deputado Darcísio Perondi (RS).

A Emenda garante a manutenção das áreas consolidadas até 22 de julho de 2008. Quem planta em beira de rio e sangas e em encostas de morros vai poder continuar sua atividade. Haverá a liberação de reserva legal em propriedades de até quatro módulos fiscais. No caso do Rio Grande do Sul, significa uma propriedade de até 80 hectares. Segundo Perondi, se um agricultor tiver 82 hectares, por exemplo, não perderá a isenção e terá que fazer a reserva somente sobre dois hectares. A União fará as normas, mas a execução passará por planos aprovados pelos Estados, respeitando suas paculiaridades.

Segundo Perondi, o acordo foi costurado pelo PMDB e já recebeu o sinal verde do Palácio do Planalto.

Fonte: Guia Digital

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Votação do Código Florestal domina abertura da Agrishow


Não se falou de outro assunto além da votação do Código Florestal, na abertura da 18ª Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia em Ação), nesta segunda-feira (2), em Ribeirão Preto. O tema esteve presente na maioria dos discursos e até uma homenagem foi feita ao deputado Aldo Rebelo, relator do projeto, que deverá ser votado nesta quarta-feira (4), devido ao apoio e incentivo ao agronegócio brasileiro.

O presidente da Agrishow, Cesário Ramalho, que também é presidente da Sociedade Rural Brasileira, defendeu a votação do Código. “Nós, produtores, não queremos o Código para desmatar, mas para regularizar a nossa atividade que vem sofrendo canetadas ao longo dos anos”, afirmou em seu discurso de abertura da feira.

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, se mostrou confiante na votação. “O texto que o governo apresentou é o que considera consenso entre os ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Agricultura e do Meio Ambiente e apresentou para o Congresso. Então, o que é consenso vai passar como consenso, o que tiver em dúvida irá a voto”, afirmou.

A presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) , senadora Kátia Abreu (DEM), também esteve presente à abertura da Agrishow reforçando o grupo pró-Código e tomou a bancada da cerimônia de abertura dizendo saber que houve tentativas de mudança do texto, durante o final de semana, das quais é contra. “Não podemos permitir mudanças de última hora”, afirmou. “O Brasil é o único país do mundo que abre mão das suas terras férteis”, discursou.

A informação confirmada pelo ministro Wagner Rossi. “Tentaram ‘melar’ alguns pontos (do Código Florestal)”, disse. O ministro não ficará em Ribeirão Preto durante toda a Agrishow e voltará a Brasília na terça-feira (3), após participar da abertura da Expo Zebu, em Uberaba para acompanhar a votação. “A coisa mais importante para nós é garantir as modificações do Código”, justificou.

Para o presidente da Abag, Carlo Lovatelli, a votação por si só já é um avanço. “Precisa resolver essa questão para que ela deixe de ter tantos lados e tenha um lado só e acabe com essa insegurança jurídica no campo, que está matando o nosso campo”, afirmou.

Fonte: EPTV