segunda-feira, 25 de abril de 2011

SOCIESC - Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho - Blumenau

Inscrições: Abertas

Matrículas: de 18/04 a 10/05/2011 na Unidade SOCIESC Blumenau

Início: 20/05/2011

Os encontros são quinzenais, sextas das 18h30 as 22h50 e sábados das 8h as 14h.

Para fazer sua inscrição, clique aqui. Preencher todos os seus dados e para a Matrícula providenciar os seguintes documentos:

- Cópia autenticada do Diploma (ou original para conferência);
- Cópia autenticada do RG e CPF (ou original para conferência);
- 1 foto 3x4;
- Curriculum Vitae

Oportunidade na Arvorar Soluções Florestais

A Arvorar Soluções Florestais está buscando um TÉCNICO EM ADEQUAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS AGRÍCOLAS E FLORESTAIS À CRITÉRIOS SOCIOAMBIENTAIS E COM VISTAS A CERTIFICAÇÃO.

Solicitamos que os interessados encaminhem currículo e carta de intenções para rh@arvorar.com até dia 28 de abril. Os documentos deverão ser enviados em formato
.doc, .docx ou .pdf, salvos com o nome do profissional (exemplos: currículo_marco_silva.doc/ carta_marco_silva.doc). No campo Assunto do email deverá constar: Oportunidade Técnico em Adequação. Segue em anexo a descrição das responsabilidades e das habilidades esperadas dos candidatos.

Mais informações sobre a Arvorar Soluções Florestais podem ser obtidas no site www.arvorar.com, onde os interessados também poderão cadastrar-se no Trabalhe Conosco e integrar nosso Banco de Consultores.

Oportunidade de Trabalho na TNC

Abertas duas novas vagas para trabalhar na TNC, Programa Amazônia. Segue abaixo um breve resumo das posições, em inglês para a vaga que exige essa língua (coordenador do projeto Responsible Sourcing, financiado pela USAID) e em português para a vaga que não a exige (coordenador do projeto “O Cadastro Ambiental Rural de estabelecimentos agropecuários como suporte à governança e ao desenvolvimento sustentável em Altamira, Novo Progresso, Paragominas e São Felix do Xingú”, financiado pelo Fundo Vale). Descrições completas em anexo, somente em inglês.

As aplicações para as posições devem ser realizadas exclusivamente online, através do site https://careers.nature.org/psp/P89HTNC_APP/APPLICANT/HRMS/c/HRS_HRAM.HRS_CE.GBL .
Nomes e códigos para ajudar a achar as posições no site:
13167, Fundo Vale Project Coordinator
13171, Responsible Sourcing Project Coordinator
As aplicações devem ser realizadas no site até o prazo máximo de 6 de maio de 2011.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Madeira Legal


Na hora de optar por um produto feito a partir de madeira, algumas pessoas têm receio em estar prejudicando o meio ambiente. Afinal, sempre que se fala em corte de árvores, automaticamente, cria-se a relação com a exploração inadequada de florestas nativas. Só que isso nem sempre é verdade. Parte do preconceito existente em relação a madeira também é fruto da falta de informação.

Na tentativa de poupar árvores do corte, buscamse alternativas que, na realidade, são prejudiciais ao meio-ambiente. Optar por alumínio, plástico ou outros derivados do petróleo, em muitos casos é um grande engano. Afinal, estes produtos não são renováveis e nem biodegradáveis.

Por que essa polêmica em torno da madeira?

Afinal, se existe tanta desinformação a respeito do uso de madeira, de quem é a culpa?

O assunto é complexo e envolve muitos interesses e variáveis.
Sem dúvida, parte da culpa cabe a exploração predatória por madeireiros inescrupulosos.

Mas, para o bem da verdade, é importante sabermos que a maior parte das áreas desmatadas no Brasil é feita com a finalidade de abrir novas fronteiras para a agricultura e pecuária. Muitas vezes isso é feito na base do fogo, sem o aproveitamento da madeira. Nesse caso, cabe a sociedade definir que uso deve ser dado ao solo, sem esquecer das necessidades de madeira, alimentos e preservação ambiental. Lembrando também que uma população em constante crescimento e desenvolvimento consume cada vez mais recursos.
Outra parte da responsabilidade é do governo, com a falta de planejamento e políticas adequadas para o setor florestal e na fiscalização ineficiente.
Os consumidores também têm a sua parcela de responsabilidade, na medida em que não estão dispostos a pagar por madeira obtida de forma adequada.

Usar ou não usar ?

A verdadeira questão em torno do uso da madeira não é se devemos usá-la, mas sim, como usá-la.

Através do manejo de florestas nativas e do cultivo, conseguimos usufruir dos recursos florestais minimizando o impacto ambiental.

Por que usar

A madeira é um recurso com características notáveis e que apresenta uma série de vantagens, principalmente quando comparamos com as alternativas. Vejamos algumas dessas qualidades.

Recurso renovável

A madeira é um recurso natural renovável que pode ser cultivada como qualquer outra cultura. No caso das florestas nativas, podem ser manejadas de forma a obter uma constante renovação.

Diferente de outras culturas, o ciclo da madeira é relativamente maior. A soja, por exemplo, entre a época do plantio e da colheita bastam alguns meses. Quando falamos de madeira estamos falando de décadas. Para o uso racional, esse ciclo natural deve ser respeitado.

Biodegradável

A madeira é biodegradável. Decompõe-se naturalmente, ajudando a fertilizar o solo e sem deixar resíduos indesejáveis. Muito diferente do plástico que, por exemplo, leva séculos para decompor-se.

Reciclável e reutilizável

Mesmo depois de usada, a madeira ainda pode ser reaproveitada e utilizada para outras finalidades. Chegando até o ponto de uso total, como na utilização para a geração de energia.

Gasta menos energia na produção

Um produto de madeira gasta bem menos energia durante a sua fabricação do que o mesmo produto, em alumínio, aço ou concreto. O resultado é menos dióxido de carbono no ar.

Absorve CO2

Toda árvore absorve CO2, mas uma árvore nova absorve mais e de forma mais eficiente. Por outro lado, toda árvore também libera o CO2 que acumulou durante a vida, quando morre. Por isso em uma floresta madura, a quantidade produzida de CO2 (pelo apodrecimento das árvores mortas) tende a ser igual a quantidade absorvida de Oxigênio (pelas árvores jovens em crescimento). É uma conta que normalmente termina em zero. Assim, quando retiramos da floresta uma árvore adulta, sem esperar que apodreça, adiamos o processo de liberação do CO2 para quando a madeira for descartada. Um processo que pode não acontecer nunca. Enquanto existir um objeto de madeira ele é um verdadeiro depósito de CO2.

É isolante

A madeira é um ótimo isolante e quando usada na construção civil pode contribuir para um menor gasto de energia nas casas (tanto para aquecimento como para resfriamento).

Gera empregos

A indústria madeireira é responsável por muitos empregos no Brasil. Toda a cadeia produtiva do setor de base florestal emprega aproximadamente 6,5 milhões de pessoas, correspondendo à cerca de 9% da população economicamente ativa (PEA) do país.

Só a cadeia produtiva do setor de madeira sólida é responsável por cerca de 2,5 milhões de postos de trabalho. Desse total, aproximadamente 215 mil são mantidos diretamente na atividade, o que representa 4,3% do total de empregos gerados na indústria de transformação.

Gera superávit na balança comercial

No caso do Brasil, o setor florestal é responsável por um grande volume de exportações, trazendo divisas que o país tanto necessita.

No ano de 2002, o Brasil exportou aproximadamente US$ 60 bilhões. Desse total, o setor de base florestal participou com aproximadamente 7% e o de madeira sólida com cerca de 4%.

Entretanto, é importante ressaltar que as importações realizadas pelo setor de madeira sólida são consideradas insignificantes. Dessa forma as exportações se caracterizam como líquidas, ou seja, o valor total exportado é capaz de proporcionar uma geração líquida de divisas para o país. Esse aspecto destaca-se quando comparado a outros segmentos da economia, considerados grandes exportadores. Muitas vezes, esses setores necessitam de um volume grande de importações para suportar a produção, gerando assim, um baixo saldo comercial (divisas líquidas).

A contribuição específica do setor de madeira sólida corresponde aproximadamente a 16% do superávit brasileiro. Se somados os setores da madeira e papel, o da indústria de base florestal passa a ser o terceiro maior contribuinte para formação do superávit brasileiro, com uma participação de cerca de 27%.

Fonte: http://www.madeiralegal.com.br/Home/0100versImp.html

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pesquisadores conseguem retirar etanol da casca do eucalipto


É possível gerar etanol a partir da casca do eucalipto. Este é o resultado de uma pesquisa inédita no mundo, realizada por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A ideia é utilizar mais de sete milhões do resíduo que sobra da madeira utilizada na indústria de papel e celulose. Se tudo der certo, a previsão é que o novo etanol chegue ao mercado em no máximo em 10 anos.

No Brasil, existem mais de 4,5 milhões de hectares de eucalipto. Cada 30 milhões de toneladas de madeira geram sete milhões de toneladas de casca de eucaliptos. De acordo com pesquisadores, uma tonelada pode produzir 200 mil litros de etanol. A quantidade é muito parecida com a cana, até mesmo o de segunda geração, e isso pode dar um incremento no biocombustível.

Cada hectare de eucalipto produz 2,6 mil litros de etanol. Um hectare de cana produz seis mil litros de etanol. O etanol de casca de eucalipto é mais uma fonte de energia alternativa, mas não concorre com o etanol da cana, já consolidado no mercado. A partir de agora, os pesquisadores iniciaram um novo estudo, em parceria com a União Europeia.

A viabilidade econômica depende de vários parâmetros. A ideia é associar o eucalipto com o setor sucroalcooleiro – afirma Carlos Alberto Labate, professor da Esalq/USP.

Fonte: Canal Rural, adaptado por Painel Florestal

No Brasil, IP vai investir R$ 90 milhões em caldeira de biomassa

A International Paper anunciou recentemente que investirá US$ 90 milhões na sua base brasileira para construção de uma caldeira de biomassa na unidade de Mogi Guaçu, interior de São Paulo. A iniciativa dá continuidade aos investimentos da empresa no Brasil, somando-se aos US$ 300 milhões empregados na construção da fábrica de papel em Três Lagoas, MS, concluída em 2009, além de US$ 88 milhões investidos em suas unidades durante 2010.

Quanto ao novo aporte financeiro, a assessoria de comunicação da IP do Brasil, esclareceu que os investimentos são definidos pela matriz, em Memphis, ou seja, todos os investimentos, no Brasil ou em outros países, são feitos com a verba de investimentos da IP Co. “Temos uma linha de crédito aprovada pelo BNDES, mas ainda não definimos se iremos recorrer a este recurso”. Caso não seja utilizado o crédito do BNDES, a IP fará a caldeira de biomassa com 100% de recursos próprios.

A nova caldeira da fábrica de Mogi Guaçu terá capacidade de gerar 210 toneladas de vapor por hora, que se transforma em energia elétrica suficiente para abastecer cerca de 40 mil residências. Essa caldeira complementará a geração de vapor para a fabricação de celulose e energia elétrica da fábrica, gerando praticamente toda a energia utilizada em seu processo de produção. Dessa forma, o sistema integrado de manufatura da IP – composto pelas fábricas de celulose e papel em Mogi Guaçu e Luiz Antônio, no interior de São Paulo, e pela fábrica de papel em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul – alcançará mais de 90% de autossuficiência energética.

Segundo Jean-Michel Ribieras, presidente da IP para América Latina, “trazer um investimento como este é tão importante para a competitividade quanto para a sustentabilidade do nosso sistema integrado de manufatura”, declara Jean-Michel.

O projeto é liderado por uma equipe de profissionais da própria International Paper e já obteve todas as licenças ambientais emitidas pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente do Estado São Paulo. A construção tem início previsto para o mês de abril e deve ser concluída no primeiro trimestre de 2013. “A nova caldeira otimizará os nossos custos de produção, aumentando nossa competitividade, aliada à nossa preocupação ambiental com o uso de combustível renovável”, comenta Rildo Martini, vice-presidente de Manufatura e Florestal da International Paper.

Mão de obra

A IP ainda está avaliando os fornecedores que serão contratados para a execução do projeto. Serão empresas especializadas que, por sua vez, contratarão os profissionais necessários para a obra. Cada empresa tem seu próprio processo de contratação e, eventualmente, poderão requerer a mão-de-obra local. Essas empresas, no tempo oportuno, provavelmente deverão anunciar nas cidades da região a necessidade de profissionais para seleção.

A construção terá, em seu pico, aproximadamente mil profissionais. As obras não impactarão a produção da fábrica de papel e celulose, que seguirá em ritmo normal.

A construção da caldeira tem início previsto para o mês de abril e deve ser concluída no primeiro trimestre de 2013.

Fonte: Celulose Online

MS pode ter 500 mil hectares de florestas plantadas

Luiz Calvo Ramires Júnior, presidente da Reflore - entidade do Mato Grosso do Sul, apresentou na última terça-feira (29), o cenário florestal de Mato Grosso do Sul, durante a quarta edição Conferência Timberland Investing Latin America Summit, que aconteceu em São Paulo.

Segundo Ramires, o Estado tem previsão de fechar o ano com aproximadamente 500 mil hectares de florestas plantadas, entre pinus e eucalipto. O Mato Grosso do Sul iniciou um novo ciclo de desenvolvimento com a instalação de grandes indústrias de papel e celulose.

Júnior defendeu mais uma vez a migração do setor para o Ministério da Agricultura. Segundo ele, é preciso a criação de um plano de desenvolvimento do setor de florestas plantadas. "Temos 170 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade. Podemos crescer muito", ressaltou.

O executivo analisou que no contexto sul-mato-grossense, com área total de 37,6 milhões de hectares, a média de 500 mil hectares de florestas plantadas é equivalente a 1,4%. "Muito pouco em termos de espaço, de terras, mas com um desenvolvimento econômico fantástico", alertou Ramires Júnior.

Fonte: Redação Capital News/Adaptado por Celulose Online